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8 de mar. de 2014

Luzes nas Noites de Ribeirão Preto

Há relatos, desde muito tempo, sobre pontos de luz avistados nos ermos, em ruas desertas, em casas que sabidamente pelas lendas, são tidas como sendo assombradas.
Há na obra do poeta irlandês Yeats, citações sobre esse fenômeno. Ribeirão Preto também tem seus relatos.
Nos descampados aonde localizava-se o Cemitério dos Lazarentos, nos locais aonde funcionaram por muitos anos abatedouros de animais, desde o primeiro a ser construído ainda no final do Século XIX, o antigo Matadouro Municipal, e também em ruas do centro da cidade, aonde em tempos pretéritos existiram cemitérios. O poeta Yeats refere-se a esses pontos de luz intensa como sendo a manifestação dos homens abatidos nos campos de batalha em sua terra natal.

Aqui entre nós, o folclore com suas lendas afirmam que esses fenômenos de luz ocorrem em locais mal assombrados, aonde ocorreram violências, sofrimentos,  crimes de sangue e matança de animais.
Os locais que relatos populares, hoje perdidos nas noites dos Tempos apontam, possuem essa sina.
Houve uma casa nos Campos Eliseos a qual durante duas gerações esteve abandonada, a qual  os transeuntes, em horas tardias, várias vezes relataram observar por entre as vidraças empoeiradas, luzes vagando no interior dessa casa.
 Anos mais tarde, depois de muito abandono, com mato no quintal e no jardim, vidraças partidas, madeiramento podre e todos os demais estigmas de casa não habitada, os pedreiros que demoliam um antigo fogão à lenha descobriram em seu interior uma ossada.
Mistério oculto pelo Tempo.
Não ficou-se sabendo quem era o indivíduo morto, e nem ao menos quem o enclausurou naquele local.
Naqueles tempos os contratos eram de boca sendo portanto raros os registros escritos.
Com os muitos anos passados e a casa passando para domínio público, sendo arrematada em leilão, quem pretendeu ocupá-la realizou a nefasta descoberta.

Apenas para corroborar as crendices.

Mas aqueles que, imbuidos de poesia e sentimentos, em noites tranquilas e escuras, ao aventurar-se em caminhar podem, nos lugares citados, ou em outros pontos, divisarem, resplandescentes, esses mágicos pontos de luz, sejam lá o que forem.

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