7 de mar. de 2018
Olhos das aranhas - Cata Ossinhos (10)
Quando a luz da lanterna equipada com uma lâmpada Kripton, que estava na mão do Edgar, incidiu sobre a grama no terreno aos fundos da fábrica de refrigerantes, centenas de pontos multicoloridos fizeram-se ver.
Algo mágico, surreal!
Não havia chovido e a noite estava em seu início impossibilitando dessa forma acúmulo de gotículas de orvalho.
Centenas de pequenos leds brilhando sob o foco da luz branca.
A imaginação vai a um tento instintivo naquelas situações nas quais o indivíduo se depara com o desconhecido.
Aproximamo-nos com cautela de um pequeno agrupamento dessas luzes mágicas.
A luz foi mostrando detalhes da grama, de pequenas flores, de gravetos, de folhas secas, a ossada de um pequeno animal, provavelmente um gambá.
Mais uma aproximação, e dessa forma já estávamos ajoelhados no chão que ainda refratava o calor do dia que havia partido ainda a pouco.
E conseguimos enxergar fascinados, o que provocava aquele espetáculo de luz na noite cálida.
Eram os olhos de pequenas aranhas de grama.
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